É tempo de clichês. É tempo de exageros. É tempo de extremos.
De um lado estão os poucos que ainda cultivam o verdadeiro espírito de Natal. Na outra extremidade os que já nem se lembram mais o que essa data significa e o 25 de dezembro é dia de beber, comer, comprar e trocar presentes e mais presentes. O comércio é quem dita o espírito da coisa. Tem também a turma que fica de plantão reclamando que o Natal virou comércio.
Quem sou eu para julgar os que lotam os shoppings atrás de presentes. Nem a empresa que faz a confraternização de seus funcionários nessa época do ano.
Só não entendo porque a empresa não faz a confraternização em agosto; porque não trocamos presentes em abril; porque não nos reunimos para uma ceia em julho e porque não desejamos o bem ao outro nos doze meses do ano.
Talvez eu esteja ficando, com o passar do tempo, mais ranzinza. Mas não é não. Continuo sociável na medida do possível.
Eu só não gosto de reflexões com data e hora marcada…
Ainda assim, boas festas!!

Você está ranzinza.
A vida precisa de regras. Temos que levantar as mãos pro céu e agradecer por ainda termos certos rituais. Não fossem eles, talvez passássemos anos sem uma confraternização, sem uma troca de presentes, sem a renovação dos votos e, principalmente, sem todas as pequenas e importantes coisas que estão a isso relacionadas e a gente talvez não perceba.