Mesmo com alguns problemas o estádio do Independência é ótimo e traz de volta o Galo a Belo Horizonte. É muito bom ter o Galo jogando em casa de verdade.
Em 2010, no dia 5 de junho, 26.659 torcedores que estiveram no Mineirão em seu último jogo oficial. Eu era um desses torcedores. A partir daquele dia começaria um longo período sem um estádio de futebol em Belo Horizonte.
A espera durou exatos 698 dias. No último dia 3 o Galo voltou a jogar em Belo Horizonte no belíssimo estádio do Independência.
A Arena Independência é um estádio moderno, mas peca em alguns aspectos. As grades de proteção das cadeiras no setor superior do estádio impossibilitam que o torcedor assista o jogo sentado na cadeira. Como informa o ingresso é um “assento com visibilidade prejudicada”. Desta forma só é possível assistir o jogo ficando em pé. Os espirituosos chamam o setor de geral de luxo.
Eu estive no Independência na quinta feira e hoje. No jogo contra o Goiás duas situações chamaram minha atenção para o despreparo do Estádio para receber um jogo com grande público. É claro que foi o primeiro grande teste do estádio. Mas não justifica a postura truculenta da cavalaria da Polícia Militar. Militares montados em cavalos avançaram sobre os torcedores que se aglomeravam de forma pacífica na Rua Felipe esquina com Rua Pitangui em frente ao estádio. A ação policial se deu para absolutamente nada. Depois de avançar sobre as pessoas os policiais ficaram parados enfileirados na rua e foi só. Uma ação absolutamente desnecessária. No papel de cidadão encaminhei uma mensagem para a Polícia Militar através do seu site questionando tal postura.
Outro problema foi o acesso ao estádio. Claramente que cuidou disso não esperava o volume de torcedores que se formou na entrada restrita a um dos portões. Uma enorme fila formou-se e em um dado momento torcedores romperam a barreira e em consequência disso muitos ingressaram no estádio sem ser revistado.
Após passar pelas roletas no acesso às arquibancadas após subir dois lances de escadas havia uma nova barreira cobrando os ingressos já validados na entrada. Algo desnecessário que também foi ignorado com o avanço da multidão. Lá dentro o setor das cadeiras superiores tem o problema da grade que dificulta a visibilidade. Na saída alguns acessos de saída não foram abertos complicando um pouco a vida de quem queria deixar o estádio.
Hoje fui no setor Minas – as cadeiras na parte inferior atrás do gol. A entrada foi bem melhor que no dia do jogo contra o Goiás. Mais roletas, mais espaço e organização. Entrar no estádio foi tranquilo. A visibilidade não é comprometida e é possível ver o jogo sentado. O problema foi a saída. Ao contrário do Mineirão em que à medida que o torcedor vai saindo do estádio os espaços vão aumentando no Independência a saída do setor Minas vai afunilando.
Mas e o lado bom do estádio?
Claro que o Independência tem suas vantagens. A proximidade das cadeiras no setor Minas com o campo de jogo é muito boa. A perspectiva do campo vista das cadeiras superiores também é muito legal. É possível visualizar jogadas e esquema tático com bastante precisão. O estádio novo dá um aspecto muito bom à experiência de assistir o jogo. A iluminação é ótima. O estádio é coberto e com isso grande parte das cadeiras não fica exposta ao sol durante os jogos à tarde. Ainda não tivemos chuva para ver como o estádio vai se comportar.
Com seus defeitos e qualidades o Estádio Raimundo Sampaio – o Independência é muito bem vindo como a casa do Galo nos próximos jogos. É muito bom saber que temos um estádio em Belo Horizonte para ver o Galo jogar. Como se não bastasse ele fica bem próximo da minha casa. São 5,3km, 6km a menos que o Mineirão. Hoje, por exemplo, utilizei o metrô e 40 minutos após o jogo eu já estava em casa.
Seja bem vindo à sua casa – Belo Horizonte – Galo. A partir de agora voltarei a frequentar o estádio de futebol para torcer pro time que sou fã.
Está de volta a velha e boa frase: “não posso, tem jogo do Galo”.
